Regina Chiarinelli
Bastaram o metrô e uma pedalada rápida do Leblon até Copacabana a bordo de uma bike da Bike Rio (lembrando, R$ 10 por mês, com uso ilimitado!) para estar aqui, em um evento fantástico: a Exposição Humanidade 2012, uma estrutura gigantesca, montada no Forte de Copacabana, com andaimes e passarelas de aço e diversas salas dentro de contêineres, nos quais se instalaram exposições sobre temas diversos, como dados estatísticos, debates e reflexões sobre sustentabilidade e biodiversidade do Planeta e o papel que o Brasil exerce como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.
Uma das salas mais interessantes, a sala 2, “Mundo Dividido”, tem diversos painéis com cronômetros, que divulgam, em tempo real, quantas pessoas morrem de fome, quantos dias faltam para acabar o petróleo, quantas pessoas no mundo não têm acesso à água potável, quantos celulares são vendidos no mundo, quantas crianças morrem antes dos 5 anos de idade, quanto de dinheiro é gasto em saúde pública e muitos outros dados.
O incrível e triste ao mesmo tempo é ver a velocidade com que esses cronômetros rodam...
Outra coisa bacana são os painéis espalhados pela exposição, com frases de poetas, escritores, diretores de ONGs, filósofos e artistas, com reflexões sobre os temas que serão abordados na
Rio+20, que começa amanhã, no Rio.
Já a Sala 5 fala sobre a diversidade brasileira, exibindo cubos com nomes do povo brasileiro, originados de todo canto do mundo.
Outro espaço genial é a Capela Espaço da Humanidade, uma biblioteca imensa, com livros para consultar à vontade, mesas e cadeiras colocadas em círculos e, ao fundo, música sacra.
A estrutura é imensa e você vai subindo, subindo, até dar em um mirante com todas as bandeiras do mundo com uma vista deslumbrante, do Leme ao Leblon. Vale lembrar que o circuíto expositivo conta com a assinatura da diretora e cenógrafa Bia Lessa.
O Humanidade 2012 é uma iniciativa da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, Sesi-RJ, Sesi-SP, Senai-RJ, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.
Bom agora é descer isso tudo, pegar a bike, voltar pela praia, dar uma paradinha e revisar tudo o que escrevi. Quem estiver no Rio não pode perder essa exposição que é gratuita e conta com vários monitores bilíngues à disposição.