

O meu primeiro contato com alimentos orgânicos foi no Norte da Espanha, em passagem pelo restaurante Martin Berasategui, na cidade de San Sebastian.
Os alimentos orgânicos já eram difundidos na Europa e eu, como recém-formado, tive a grande sorte de iniciar minha carreira em um restaurante que primava pela qualidade dos ingredientes para a elaboração de um prato.
A maioria dos ingredientes que utilizávamos era orgânica e certificada; os frutos do mar e os hortifrútis eram frescos e coletados ou cultivados nas proximidades, inclusive para preservar a cultura e a regionalidade dos pratos que faziam parte do cardápio.
Ao retornar ao Brasil, quase não se ouvia falar sobre alimentos orgânicos, até que comecei a trabalhar ao lado de nutricionistas funcionais e descobri que não bastava pensar nas propriedades e nos macro e micronutrientes dos alimentos, mas também na sua origem, na forma de plantio, colheita, transporte, embalagem e armazenamento.
Descobri a banana verde, um dos alimentos mais funcionais e fantásticos sob o ponto de vista culinário e fui explorando outras opções.
Diante dessas vivências e informações, especializei-me em gastronomia funcional, com enfoque nos orgânicos. Atualmente, penso na elaboração de pratos com a finalidade de gerar prazer, nutrir, prevenir e desenvolver a gastronomia regional e brasileira.



































